Directamente do Brasil, Érica Zingano e Barbara Marcel apresentam filmes de curta-metragem em Luanda
Convidadas em Angola, para participar do Festival Língua Solta sob iniciativa do CCBA, as artistas brasileiras Érica Zingano e Barbara Marcel exibiram recentemente na Galeria do Banco Económico, em Luanda, um vídeo cada, que compõem parte dos trabalhos artísticos de ambas.
Os vídeos de curta - metragem que teve a apreciação do público local, fazem ambos referência a lugares de diferentes regiões do Brasil, a citar: a floresta da Amazônia e a praia de Iracema. De um lado, o "Iracema Terceirizada" de Érica Zingano, e, do outro, "A Floresta Aberta" de Barbara Marcel, a exibição dos referidos vídeos insere-se no programa de eventos da MOVART em parceria com o Laboratório de Crítica e Curadoria (labcc).
Segundo Érica Zingano, que falava em exclusivo ao Cison Press, o vídeo por ela apresentado é resultado de um trabalho feito com um grupo de teatro. A poetisa e performer brasileira fez saber, ainda, que o mesmo constitui experimentos performativos cénicos.
"A gente tinha a ideia de pensar a Iracema e a relação com o território, que é a praia de Iracema onde o vídeo foi gravado. É um vídeo muito irónico e muito mal feito, contendo muito ruído, justamente para pensar em sujar e borrar essa imagem clássica da Iracema, que é um mito nacional brasileiro, que objectifica a mulher", explicou.
Luamba Muinga, o co-curador do evento, salientou que os dois vídeos apresentados têm um elemento em comum, que é refletir como é que um espaço pode ser potencial para alguma coisa, isto em perspectiva cultural.
"O Iracema Terceirizada e o Floresta Aberta mostram questões sintéticas de um lugar. Portanto, fizemos uma espécie de abordagem que passasse por esta questão, tanto identitária quanto geográfica de como a cultura pode fluir dentro de um espaço", disse.
Texto: Narciso Drake
Imagem: LABCC





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