Cólua Tremura: "Gangsta foi a figura que mais me deu trabalho para lhe grelhar"
Em entrevista exclusiva ao Cison Press, o humorista falou sobre a sua participação nas edições do espaço humorístico "Na Grelha", tendo revelado sobre alguns desafios que o mesmo evento apresentá-lhe no que tange ao processo investigativo de cada figura convidada para a posterior criação das piadas.
É de opinião que no humor vale tudo?
Cólua Tremura: Sim, no humor tudo entra desde que haja graça. Há conteúdos que, por mais que tu sejas permitido a falar, se não for engraçado, parece que a "cena" não faz sentido.
Já foi alguma vez sensurado pelas piadas que fazes?
Há vezes que alguns termos de transição que uso, de forma inconsciente, são ofensivos, e já fui repreendido aqui no momento da grelha.
Falando sobre o espaço "Na Grelha", já tiveste receio de grelhar (estigar) alguma figura pública?
Os convidados que, por exemplo, têm uma audiência por causa da política, é muito difícil de grelhar porque os seus fãs podem compreender mal a piada e pensar que estás do outro lado, ou seja, que és de um outro partido.
Sabe-se que grelhou o deputado Nelito Ekuikui. Como foi?
Grelhar o deputado Nelito Ekuikui também foi um trabalho, porque a maioria da plateia daquela edição era militante da UNITA, então, fazer uma piada sobre o partido e eles rirem parecia até um tabú.
Quanto aos desafios, qual foi a figura que, até agora, mais lhe deu trabalho para grelhar?
O convidado que mais me deu trabalho, mas também mudou a minha mentalidade de grelhar (estigar), foi o activista Gangsta. Ele tinha muito conteúdo, e as informações sobre ele na internet (vídeos) levam mais de uma hora de tempo, isso obrigou-me a activar mais a minha capacidade de resumo em termos das informações que preciso.
Texto: Narciso Drake






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